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Uma reflexão sobre o papel dos hábitos e da rotina na superação do luto, um dos processos emocionais mais naturais do ser humano

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São tempos difíceis. Nunca precisamos lidar tanto com angústias, medos, frustrações e, claro, com o luto – um dos sentimentos mais genuínos do ser humano. Mas apesar de frequentemente ligarmos essa reação emocional à morte de alguém a quem se ama, a verdade é que o processo de luto também se dá por diversos fins de ciclos. Amigos que se separam, relacionamentos que chegam ao fim, na vida profissional e até épocas da vida.

O que todos esses acontecimentos têm em comum é que, em diferentes escalas, eles nos desestabilizam muito – são momentos de muitas mudanças e, em geral, o nosso cérebro não gosta de mudanças. Mas a boa notícia é que, apesar dos pesares, a rotina e os nossos hábitos podem ajudar (e muito!) a superar e a passar por esses vazios de maneira menos dolorida. Esse foi o tema do segundo episódio da 4º temporada do podcast Olhando pra Dentro, da apresentadora Fernanda Sigilião, com participação da nossa cofundadora Nicole Vendramini.

Aqui, nós te contamos 7 passos para te ajudar a lidar com o vazio em tempos difíceis. Vem com a gente?

Repense a sua rotina

Quando algo traumático acontece, mudar a nossa rotina é uma reação necessária. Mas como podemos tentar manter uma linearidade de hábitos nesses dias e semanas complicados? O caminho é tentar ter o mínimo de regularidade, de estrutura. Isso nos ajuda muito a nos sentimos mais seguras e acolhidas. É um primeiro passo: pelo menos o seu dia está estruturado.

Aceite viver o vazio

Quando vivemos um luto, o nosso primeiro ímpeto é tentar preencher esse vazio. Mas precisamos te contar uma coisa: vivê-lo é muito importante. Então, permita que ele exista e se aventure nos altos e baixos da vida. Esse momento pode, muitas vezes, ser uma oportunidade para você incluir na rotina coisas que realmente façam sentido.

Foque no hoje

Tome cuidado com prazeres imediatos que, em médio ou longo prazo, podem te trazer problemas. Por exemplo, quando você preenche o vazio da perda com álcool, provavelmente está atrapalhando a rotina do dia seguinte, ou está se anestesiando para não sentir o que precisa sentir nesse momento. O único caminho para passar por um luto, seja ele qual for, é encarando-o. Não dá para apenas ignorá-lo. Se a gente tenta desviar, se distrair, dar voltas… uma hora o sentimento vem à tona, e é melhor que a gente encare esses problemas quando eles estão latentes.

Seja seu porto seguro

Porém, em alguns momentos, cobrir esse espaço pode ser necessário – a gente sabe que acontece! Então, procure hábitos seguros, práticas que já fizeram sentido pra você em algum momento da vida. Experimente reler seu livro preferido, assistir um filme engraçado, fazer um esporte que você ama, se reconectar com pessoas queridas… Normalmente o luto nos coloca em um lugar de insegurança e nós não queremos surpresas quando estamos neste momento.

Se prepare para recaídas

É quase uma margem de segurança, sabe? Então, nos momentos que você está bem, tente registrar coisas e hábitos que te ajudaram. Ter esse cardápio de mini-hábitos na mão para quando as angústias apertarem pode ser MUITO bom.

Siga a sua intuição, mas não tanto…

Nós falamos muito sobre a importância de ouvir o nosso corpo e a nossa intuição, mas, às vezes, o nosso cérebro está tão desesperado por segurança, que o que estamos chamando de intuição na verdade acaba sendo uma (clássica) autossabotagem. Em términos de relacionamento, por exemplo, às vezes o vazio e a insegurança são tão dolorosos, que o nosso ímpeto é de querer voltar para o relacionamento. Então dá um tempo e resista a algumas vontades para tentar passar por isso da melhor forma.

Cuide de você mesmo como se você fosse uma criança

Parece loucura, mas a gente garante que faz sentido. Podemos até pensar “O que eu falaria para uma amiga querida que está passando por isso?”, mas essa realidade não é realmente palpável. Então, olhe para si mesma como uma criança, que está vulnerável e precisa dos cuidados de um adulto. Essa separação ajuda a gente a se enxergar com um distanciamento e nos ensina a lidar com as fases “eu adulto” e “eu criança”. Experimenta!

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