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Tido como novo vilão em dietas para emagrecimento, o glúten pode causar efeito rebote se cortado da alimentação sem necessidade.

Se você se interessa pelo mundo do bem-estar, com certeza já ouviu falar que cortar o glúten da dieta faz bem à saúde, certo? Então, nem tanto. De acordo com uma pesquisa recente da Pfizer, a eliminação total do glúten na alimentação só é necessária para quem apresenta algum tipo de reação ao seu consumo, tais como: pessoas com doença celíaca (DC) ou pessoas com intolerância ao glúten. Além disso, não há dados que comprovem que cortar sua ingestão garanta perda de peso considerável, mesmo em pacientes celíacos.

Mas, antes de desenvolver esse pensamento, afinal, o que é o glúten? Quem explica é Valentina Slaviero, nutricionista funcional e holística e Terapeuta Ayurveda: “O glúten é uma proteína que se encontra no trigo, aveia, centeio, cevada e malte, sendo o primeiro a sua maior e mais consumida fonte. Ele é responsável pela elasticidade das massas a base de farinha, o que permite sua fermentação, assim como a consistência elástica esponjosa dos pães e bolos”. O trigo integral e o gérmen de trigo, ricos em glúten, são também duas fontes de proteínas, especialmente de nove aminoácidos essenciais responsáveis pela construção dos tecidos e músculos e pelo crescimento.

“O contato com grãos tem em torno de 10 mil anos, e isso não é grande coisa para evolução humana. Não deu tempo ainda para nosso sistema gastrointestinal se adaptar as diversas mudanças que aconteceram neste alimento, já que o trigo do passado não é o mesmo. Hoje em dia o trigo tem 400% a mais de glúten, completamente incompatível com nosso organismo. Isso pode causar interferências não só intestinais, mas neurológicas, como enxaqueca, déficit de atenção, ansiedade, irritabilidade e depressão”, diz Valentina. Mas, com a disseminação de dietas restritivas que cortam essa proteína do dia a dia, criou-se uma crença de que ela faz mal à saúde, mas não há nenhuma comprovação de que isso seja verdade. Ou seja, como quase tudo na vida, o ideal é manter um equilíbrio no consumo. Para isso, Valentina responde abaixo as principais dúvidas sobre o assunto. 

Ingerir glúten em excesso pode trazer malefícios à saúde? 

Em excesso e diariamente, sim. Alguns sintomas extra intestinais são azia, acne, enxaquecas, ganho de peso, dermatites, diarreia ou constipação intestinal, doenças autoimunes, etc. 

Isso não quer dizer que ele não possa ser consumido nunca, claro que pode e deve, com moderação. 

Eu recomendo comer alimentos com glúten até duas vezes na semana – uma pizza, massa, um pão, um docinho. Sempre escolhendo bem e com consciência aquilo que você está com vontade de comer. 

O que é a Doença Celíaca?

A Doença Celíaca (DC) é uma enteropatia medida por linfócitos T, induzida pelo glúten, que acomete indivíduos geneticamente predispostos. 

O tratamento da DC consiste na total e definitiva exclusão do glúten da dieta, que deve ser realizada tanto por pacientes com sintomas quanto os sem sintomas, para melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos futuros de morbidade e mortalidade.

O que pode acontecer se uma pessoa não celíaca deixar de ingerir glúten? 

A exclusão do glúten totalmente e por longo período pode levar à ingestão de alimentos hipercalóricos na dieta e consequentemente ao sobrepeso, além de aguçar sintomas de alergia na próxima vez que a pessoa consumir. 

Existe glúten bom e glúten ruim? Quais são os tipos? 

Sim, quanto mais processado e industrializado o produto, pior. Alguns estudos mostram que a pasta fresca, feita na Itália e outras regiões da Europa ou de produtores artesanais, possuem o glúten muito menos inflamatórios que o macarrão ou pão de pacote que compramos compra no mercado. Quanto mais de fermentação natural e artesanal, melhor!

Como substituir o glúten no dia a dia? 

Farinhas de coco, amêndoas, castanhas, amaranto, quinoa, arroz integral, banana verde, grão de bico, linhaça dourada, amido de milho ou aveia sem glúten são boas opções.

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