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Praticada pelos Maias há milhares de anos, a cerimônia do cacau envolve dança, queima de ervas e muita descoberta de novos sentimentos

Feche os olhos e imagine que você está mordendo uma barra de chocolate. Ainda que a sua preferência possa ser pelos amargos, sem dúvidas, o sabor predominante que invadiu os seus sentidos agora foi o doce. Mas, sabia que ele nada tem a ver com o sabor do principal ingrediente do chocolate? Quando ingerido puro ou apenas dissolvido em água, o cacau é levemente amargo e áspero na língua. As nuances do chocolate aparecem bem sutis ao final da prova. Esse gosto tão inusitado, aliás, é o que caracteriza um ritual xamânico de cura que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, a Cerimônia do Cacau.

Praticada pelos Maias há milhares de anos, a Cerimônia do Cacau promove reconexão consigo mesmo e com as outras pessoas através da meditação, da dança, de intenções e da ingestão de cacau in natura. “O ritual celebra os poderes curativos sagrados do cacau. Promove cura e criatividade, atenção plena, alegria, e muito amor”, diz Talita Segantin (@talita_segantin), que conheceu o ritual em 2019, já fez duas pequenas cerimônias para um número reduzido de pessoas e se prepara para ministrar seu primeiro retiro em agosto deste ano. 

Como funciona? 

Na prática, a Cerimônia do Cacau tem algumas etapas que podem ter pequenas alterações dependendo da pessoa que a guia. Em geral, essas são as fases: 

  • Preparação para a cerimónia;
  • Preparação da bebida de cacau com orações e intenção;
  • Cerimônia e meditação;
  • Dança e celebração.

“Por ser uma cerimônia amorosa e que tem a intenção de abrir o chakra cardíaco, geralmente a bebida de cacau é feita por mulheres. Depois, formamos uma roda e criamos um arranjo de ervas poderosas. Quando pronto, jogamos esse arranjo em uma fogueira simbolizando algum padrão ou sentimento que queremos tirar das nossas vidas. Então, tomamos o cacau 100% puro em forma de chá. A partir daí a cerimônia começa a tomar rumos orgânicos: nós dançamos, nos abraçamos, interagimos uns com os outros e somos tomados por um sentimento de conexão, empatia e amor bastante intenso”, conta a professora de yoga Ju Menz (@ju_menz), que participou de uma cerimônia pela primeira vez em março deste ano.

O que diz a ciência? 

A planta de cacau é vista como medicinal e tem sido usada para propósitos espirituais, medicinais e cerimoniais ao longo da história. Isso porque ela possui um ativo chamado teobromina, que era considerado sagrado pelos Maias, por exemplo. Na medicina moderna, esse ativo é usado como vasodilatador e tem o poder de ajudar a eliminar toxinas através da urina e é um potente estimulante da circulação sanguínea. Além disso, o uso futuro de teobromina em campos de prevenção de cancro foi patenteado. Portanto, faz sentido que o cacau tenha seu status sagrado em cerimônias comunitárias por povos antigos. 

“O cacau além de ser uma planta sagrada e de uso milenar, traz milhares de benefícios à saúde, protege as células do corpo, melhora a oxigenação do sangue e contém altas concentrações de minerais (como magnésio, ferro e cálcio)”, explica Talita.

Ao contrário de outras plantas usadas em rituais xamânicos, entretanto, o cacau não é um alucinógeno. Mas, ainda assim, não é indicado para qualquer pessoa. “Pessoas que têm problemas cardíacos graves, que tomam antidepressivos ou medicamentos para hipertensão devem evitar. O cacau é um vasodilatador, o que significa que reduz a pressão arterial”, diz Talita.

Percepções individuais

Poderoso, o ritual ganha cada vez mais adeptos por entregar o início do desapego de padrões e sentimentos desagradáveis e proporcionar momentos de empatia e amor. “O cacau nos permite ouvir nosso verdadeiro eu, trabalhar com bloqueios e traumas passados, dissolver energias negativas reprimidas e nos ajudar a alinhar com quem realmente somos. Você pode olhar para dentro, ajudando a aprender mais sobre si mesmo e a obter clareza sobre onde está e para onde está indo”, conta Talita sobre a sua experiência. “Eu acredito que o cacau vai direto no chakrá cardíaco, sempre tão difícil de ser acessado, esse é o grande benefício. O grande benefício é a amorosidade, se colocar mais disposta a amar as pessoas sem querer algo em troca. Amar porque amar faz bem”, diz Ju, que garante ser uma nova mulher depois de ter conhecido o ritual. 

Vale ressaltar, que experiências individuais não garantem o sucesso de próximas experiências. Mas, um ritual que estimula o bem-estar físico e mental através de um poderoso elemento 100% natural vale o teste, certo? 

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