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Socialmente falando, o prazer feminino é bastante injustiçado: poucos estudos, erros, falta de reconhecimento, culpa, pecado e doenças. Vem ver a linha histórica com principais descobertas e curiosidades históricas

Descoberta do Clitóris

Foi no século 14, durante o período da Grécia Antiga, que Hipócrates, o pai da medicina, usou o termo “clitóris” pela primeira vez: “Kleitoris”, o “pequeno monte”.  No entanto, foi só no século 16, que o órgão passou a ser  reconhecido.

Clitóris: real, oficial

O responsável por oficializar a existência do único órgão do corpo humano projetado unicamente para o prazer, em 1559, foi o cirurgião italiano Realdo Colombo. O clitóris, então, teve sua primeira aparição no livro “De re anatomica”, descrito como um “órgão que governa o amor nas mulheres”, chamado “Amor de Vênus”.

Fertilidade > Prazer

Desde então, não é novidade que muito se fala erroneamente sobre ele. Dizia-se que o orgasmo deveria ser estimulado para que as mulheres ficassem mais férteis – e não por prazer. Até antes do século XIX, inclusive, a Igreja Católica dizia que as mulheres deveriam ter orgasmos para liberar tensão sexual.

Demonização do clitóris

A partir de 1800, as coisas mudaram de figura e o clitóris passou a ser demonizado – e muito dessa culpa vai para Sigmund Freud, viu? O neurologista e pai da psicanálise austríaco culpava o sistema reprodutor feminino como um todo como o grande causador de uma doença tenebrosa chamada histeria, cujos sintomas mais comuns eram confusão mental, apatia, múltipla personalidade… 

Penetração > masturbação

Ainda falando de um dos maiores inimigos do prazer feminino, dentro de seus estudos, Freud provocou o enaltecimento do orgasmo vaginal em desprezo ao clitoriano, além de introduzir a ideia do “complexo de castração” e “inveja do pênis” por parte das meninas. 

Origem do vibrador

Ainda no quesito histeria, em 1869, George Taylor criou o primeiro vibrador, que funcionava a vapor! “E foi criado para dar prazer às mulheres?”, você pode se perguntar. E a resposta é… Claro que não. 

Durante muito tempo, acreditava-se que histeria era a doença do ventre, ocasionada pela negligência do útero. Platão também tinha uma teoria de que o útero era um animal e, por viver dentro de outro animal, às vezes ficava descontrolado e precisava ser acalmado através de uma… massagem na vulva. 

Depois de muito massagear a vulva, a portadora de histeria apresentava contrações involuntárias e muita lubrificação e, por isso, se acalmava. Familiar? 

A massagem era feita manualmente por médicos e era muito cansativa. Para ajudá-los, surgiu o vibrador.

“Independência” feminina: saída para o mercado de trabalho

A vida da mulher mudou da água para o vinho depois da primeira e segunda guerra mundial, quando teve que procurar sustento e contribuir para a renda de casa. 

Mais independentes e com necessidade de liberdade para trabalhar, por volta da década de 60, a relação com o sexo passou a mudar e não ser encarada como unicamente reprodutiva, já que a mulher precisava de mais independência para trabalhar. Ainda na década de 60, surgiram as pílulas anticoncepcionais, revolucionando o prazer feminino e contribuindo ainda mais para a autonomia sexual da mulher. Era chegada a hora do sexo sem compromisso.

Estudos aprofundados sobre o clitóris: só depois dos anos 90

Foi só nos anos 90 (muito recente!) que ele ganhou o protagonismo merecido, graças à tese de doutorado da cirurgiã e urologista australiana Helen O’Connell. Toda a vascularização e inervação do órgão foram estudadas e analisadas por ela.

Helen conta que passou 10 anos estudando a fundo o clitóris e que ainda realiza pesquisas sobre ele. “O livro de anatomia no qual estudamos para ser cirurgiões era inadequado. Flagrantemente errado. Isso me deu uma pista de que poderia haver um problema maior. E provei que havia. Muitos livros, também textos ginecológicos, a maioria da literatura médica moderna, apresentavam erros ou imprecisões. A Anatomia de Gray, uma espécie de Bíblia para nós, era francamente inexata. Afirmava que o clitóris é como o órgão masculino, apenas menor e não o descrevia.”, conta ela em entrevista ao El País.

Precisando de um Zum na sua libido?

Com o passar dos anos, avanços vêm acontecendo. Ainda que muitas mulheres desconheçam a anatomia das suas partes íntimas e que a masturbação ainda seja tabu em muitas rodinhas, temos tido cada vez mais liberdade para falar sobre o assunto e, finalmente, encontrar ferramentas que nos ajudem nessa jornada de autodescoberta. 

Como parte dessa história tem a popularização dos brinquedinhos sexuais, que extrapolaram os limites dos sex shops e vêm se firmando cada vez mais como aliados importantíssimos dessa tomada de poder sobre o próprio prazer. 
E na esteira dessas conquistas nasceu o Zum, nosso sugador clitoriano (que não funciona a vapor, ainda bem, e é recarregável). Com 10 programas de sucção e 5 diferentes velocidades, ele simula o sexo oral e ajuda a chegar lá em poucos minutos. Porque falar de prazer é falar de saúde (para além dos consultórios médicos). Basta experimentar os efeitos provocados pela onda de neurotransmissores liberada durante o orgasmo: diminui o estresse, melhora o humor, ajuda na disposição… Um aliado e tanto!

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