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Um relato da nossa cofundadora, Nic Vendramini, sobre a sua experiência com a Kundalini Yoga

3.ª edição do workshop Despertar do Feminino, da Juliana Menz

Ser mulher (ainda) é um desafio. Estamos em 2021 e, como sociedade e indivíduo, temos muito o que evoluir. E com toda a consciência das infinitas amarras internas que busco (todos os dias!) trabalhar para dissolver, não pude negar um convite de mim mesma que há tempos vinha batendo na porta: participei da 3.ª edição do workshop Despertar do Feminino da Juliana Menz – nossa expert em kundalini yoga e professora especial – e te conto o que aprendi com ele.

Para fazer diferente, é preciso olhar para trás

Um dia antes, como preparação para o workshop, todas as participantes tiveram lições de casa: ler o conto do Barba Azul (do livro Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés), assistir ao filme Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho e fazer uma lista de todos os homens com que tive relações sexuais (!) na vida. Só isso e tudo isso. Parece desconexo? Eu também tive dificuldade em ver a relação entre as atividades – até cumpri-las. A verdade é que antes mesmo do workshop começar, já havia refletido sobre autonomia, patriarcado e as tais ciladas que caímos ao longo da vida sem nem nos darmos conta. Refletir sobre minhas relações e como somos induzidas a fazer tanto para agradar os outros foi um importante ponto de partida para a experiência que viria em seguida.

Minha raiva é poderosa.

Eu descobri que a nossa raiva pode mover montanhas. É isso mesmo: esse sentimento visto como negativo, destruidor e nada nobre é, na realidade, fogo puro. E o fogo queima o que não precisa ir, mobiliza o que está estagnado e ainda ilumina o caminho. Já pensou como essa reação (natural e humana, afinal) pode ser uma catalisadora do que precisa acontecer na sua vida? A verdade é que as práticas de kundalini yoga com a Ju, combinadas ao ritual que experienciei neste dia, me ajudaram a entender que é justo ao parar de tentar ser “good vibes” a todo momento que somos finalmente capazes de encontrar o tal do equilíbrio que tanto buscamos. Acreditem: nada mais saudável do que poder abraçar – e não negar – tudo o que sentimos, inclusive o que não nos parece bom. Aceite e use tudo (mesmo!) no seu processo.

Eu posso ensinar as pessoas a serem legais comigo… Sendo legal comigo.

Se existe algo que toda mulher já experimentou é a sensação de rejeição. Seria trágico, se não fosse humano. Todos e todas passarão por isso em algum momento na vida, mas com a gente esse tipo de acontecimento vem com uma carga social extra – que não te pertence. É toda uma história de repressão que, muitas vezes, nos faz não nos considerarmos dignas do que temos. Ou merecedoras do que desejamos. Pois bem, mais um aprendizado do dia: o valor que os outros veem em você está diretamente relacionado ao valor que VOCÊ vê em você. E ponto.

Sexo não é só sexo.

Sexo é troca de energia – e das mais poderosas. Eu poderia me alongar nessa reflexão, mas ela é tão simples quanto isso. Seja livre, mas reflita sobre e viva de acordo com os seus limites. E não, não deixe qualquer pessoa entrar na sua vida. Mesmo.

Eu estou e sempre estarei sozinha. E isso é ótimo.

Independente do que aconteça na sua vida lá fora com outras pessoas, a verdade é que antes de tudo, vivemos com nós mesmas a nossa relação mais forte e importante. Com atenção e prática, é possível desenvolver uma percepção poderosa em relação a si mesma – seus desejos, intuição e próximos passos possíveis – inclusive se sentindo completa. Sim, o que vivemos com nós mesmas é capaz de nos preencher por inteiro. E por mais difícil que possa ser chegar até lá, te dou um spoiler que vai provar que o suor vale a pena: é a melhor sensação que já tive na vida. Um resumo? Você já vive em um relacionamento consigo mesma. Trabalhe nele.

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