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Também chamada de Síndrome de ASIA, a condição potencialmente relacionada ao uso de próteses de silicone é um tema que precisa ser discutido. Aqui, te contamos visões de especialistas e pacientes que optaram pelo explante

Nossa co-fundadora Nicole Vendramini retirou suas próteses há 4 anos (leia o relato da Nic aqui!) e, desde então, o tema virou assunto quente e curioso pra gente. O que naquele momento ainda era muito novo no Brasil, hoje já começa a ganhar novas vozes: o explante passou a ser discutido entre especialistas das mais diversas áreas de atuação e a ciência investiga sintomas como fadiga, vertigem e palpitações cardíacas potencialmente relacionados às próteses.⁣

Não há motivo para alarde, mas é necessário fazer uma reflexão: “Eu não comprava garrafa de plástico pra não ingerir químicos e BPA, mas tinha próteses dentro do meu corpo. Não fazia sentido!”, diz Nicole, que, insatisfeita com a decisão tomada no passado, arriscou fazer a retirada completa enquanto todos sugeriam que ela simplesmente reduzisse o tamanho da prótese. “Eu não conseguia nem pensar em entrar em uma sala de cirurgia de novo, mas sabia que se eu apenas trocasse as próteses, ficaria escrava desse ciclo”.⁣

O movimento do explante começou nos EUA e há cada vez mais evidências de que a relação entre as próteses e doenças é real. Em setembro de 2020, o FDA (órgão regulador americano) publicou uma série de orientações para informar as pessoas sobre o risco de doenças relacionadas ao silicone. Essa medida foi tomada após uma forte pressão das associações de pacientes. ⁣ “O FDA tem monitorizado e estudado o câncer associado à prótese de mama, chamado Linfoma Anaplásico de Células Grandes, ou das iniciais em inglês, BIA-ALCL.

No levantamento de dados, o FDA pontua que a maioria dos implantes utilizados foi texturizado e da marca Allergan”, explica o cirurgião plástico Ricardo Miranda. “As hipóteses mais aceitas são de uma reação inflamatória crônica do organismo frente à prótese, a exacerbação de mecanismos autoimunes e pessoas com predisposição à presença de uma película bactérias aderidas à prótese que se chama biofilme”, completa.

A mesma decisão foi tomada pela nutricionista Fernanda Scheer. Na última semana, ela compartilhou com seus seguidores no Instagram a experiência com o explante de silicone. “Eu resolvi expor minha escolha porque acredito que se informar sobre o assunto é muito necessário”, conta. Fê colocou as próteses em 2013 por uma queixa estética, mas com o tempo percebeu que a escolha não fazia mais sentido. “Meus seios mudaram muito depois da amamentação e um médico me sugeriu o procedimento. Na época, achei que seria uma boa saída, mas nos últimos 2 anos comecei a estudar e a ler bastante sobre o uso das próteses de silicone”, relata.

Leia o relato completo de Fernanda Scheer aqui

Fernanda conta que, por acreditar muito na autorresponsabilidade da saúde, se dedicou a uma pesquisa pessoal em artigos científicos, grupos do Facebook e blogs, buscando unir toda a informação que conseguisse sobre o assunto. “No final, acabei descobrindo que o silicone não é tão inofensivo quanto parece. As próteses realmente podem ocasionar uma série de problemas inflamatórios, doenças autoimunes, hormonais, articulares, cansaços crônicos, sem falar da Síndrome de Asia, hoje já mais conhecida. Eu não tenho muitos sintomas, mas a partir daí me senti obrigada a questionar a relação com as próteses. Me preocupo muito com a minha longevidade e qualidade de vida”, conta.

O nosso intuito aqui não é dizer o que é melhor para cada um. Mas independente da sua escolha, o importante é ter consciência dos riscos à saúde. Para Fernanda, apesar de os sintomas não serem um problema ainda, a escolha foi pensando no futuro. “Especialmente por ter filhas, eu me preocupo muito com a minha longevidade e com a minha qualidade de vida. Eu não quis correr o risco, preferi tirar antes. Meu explante é uma escolha preventiva, e também acredito que servirá de exemplo para as minhas filhas não se sentirem tão reféns de padrões da sociedade e se aceitarem como são”, finaliza.

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