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A atenção plena (ou foco) é uma função crucial do nosso cérebro – a partir dela conseguimos manter conversas, ler um livro e realizar, basicamente, todas as nossas atividades diárias. Então, qual será o impacto de direcioná-la a diferentes tarefas simultâneas?

Ter foco é a capacidade do nosso cérebro de selecionar informações em detrimento de outras. Funciona como uma lupa, aquilo no que nos concentramos fica ainda mais evidente e o restante dos estímulos são atenuados – e é por isso que, quando estamos no celular, por exemplo, temos dificuldade de ouvir as pessoas ao nosso redor.

O problema é que os últimos anos têm sido, para muitos, uma busca incessante pela otimização do trabalho e aumento da produtividade, e uma das soluções encontradas tem sido  o “multitasking”, o famoso multitarefas, que nos leva a fazer várias coisas ao mesmo tempo a fim de otimizar o dia. Mas será mesmo que ele é efetivo?

Não parece nada prazeroso, né? É porque não é!


Fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo é custoso para o nosso cérebro, ou melhor, é impossível!

Na prática, estamos apenas “trocando” o foco rapidamente entre as atividades – mas a sensação que temos é que elas estão sendo feitas simultaneamente. E isso gera custo cognitivo e perda da tão almejada produtividade com entregas de qualidade.

A neuroplasticidade do cérebro pode nos ajudar a adaptar, mas será que é isso que queremos?

Se “acostumar” à multitarefa seria quase como desaprender a ter foco. Um artigo recente publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) afirma que, pessoas que fazem mais de uma coisa ao mesmo tempo tendem a ser piores realizadores de tarefas.

Isso acontece porque, buscando ser multitarefas, cometemos mais erros, interferimos na nossa compreensão sobre o que está sendo realizado e perdemos nossa capacidade de concentração.

Uma outra associação que tem sido estudada é a dessa agitação mental e casos de ansiedade. Algumas pesquisas feitas na Universidade da Califórnia encontraram uma relação direta entre essa constante troca de foco e o aumento das nossas chances de desenvolver ansiedade.

Eles dividiram seus funcionários em dois grupos: aqueles que poderiam se manter conectados à internet e sendo multitarefas ao longo do expediente, e aqueles que permaneceriam offline  e fariam uma coisa de cada vez.

Resultado: Aqueles que permaneceram conectados exibiram frequências cardíacas mais altas do que os que não tiveram acesso à internet. Este segundo grupo demonstrou ainda baixo nível de estresse no decorrer do expediente.

Fato é que a ansiedade é um mecanismo natural, que pode aparecer em níveis bons (ajudando a lidar com situações de risco, por exemplo), mas também pode ser prejudicial à saúde quando frequente.

E vamos combinar que, se estamos em constante agitação mental, as chances desse mecanismo ser acionado são bem maiores, né?

Conversamos com o psicólogo Thiago Holland para entender como lidar com a ansiedade e quando é a hora de procurar ajuda profissional.

5 dicas para turbinar o foco – sem apelar para o multitarefas


1. Fechar as abas

Principalmente para quem trabalha via computador, é comum que o navegador fique repleto de abas com as tarefas do dia. Que tal fazer um teste prático?

Abra uma tela por vez e, assim que finalizar a tarefa que estava sendo feita, feche as abas que não serão mais utilizadas: visualmente e mentalmente satisfatório!


2. Agendar horários para verificar redes e aplicativos de mensagem

Ficar no telefone enquanto realiza outra tarefa: quem nunca? O problema é que responder aquela mensagem enquanto almoça pode parecer completamente inofensivo, mas atrapalha demais o foco – e a  alimentação!

Assim como reservamos horários para as outras tarefas do dia, vamos reservar um tempo para essas interações? Elas podem ser mensagens, e-mails, ligações, ou até DMs de aplicativos, o importante é que respondê-las não atrapalhe o nosso fluxo de atividades.


3. Remover as distrações (e notificações)

Já falando de mensagens, aplicativos e redes sociais, o celular está repleto dessas belezinhas, e as notificações podem ser tentadoras, né?

A gente sabe como pode ser difícil ignorar o assobio desse passarinho digital, então, para garantirmos que isso não vai nos tirar o foco, vamos desativar as notificações e, se necessário, colocar o celular em outro cômodo da casa?

Um desafio extra, que será um presente para o nosso corpo, é sair de casa para um passeio livre de telas. É gratificante observar os sons ao redor, sem músicas, ou qualquer outro tipo de estímulos proveniente dessa caixinha que a gente não vive mais sem!


4. Criar um ambiente favorável

Além do celular, um ambiente muito bagunçado, por exemplo, pode facilitar a perda de foco durante uma atividade.

Por aqui, antes de começar o dia,  já colocamos um cheirinho aconchegante no difusor – o nosso favorito é o Óleo Essencial Acalmar, que tem um blend feito para acalmar a mente e favorecer o foco, sem causar sonolência: perfeito, né?


5. Teste a concentração

Muitos estudos mostram a eficácia de alguns jogos de raciocínio como forma de trabalhar o foco. Aposte no quebra-cabeça, nas cartas, jogo de memória, xadrez…Além de divertido, eles são ótimas maneiras de exercitar o cérebro.

Também vale testar a concentração aprendendo um novo idioma ou lendo um livro, por exemplo.

E aí? Vamos começar?

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