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Sozinha ou acompanhada, fato é que os orgasmos femininos foram preteridos pela história ocidental. Chegou a hora e a vez de falarmos sobre sexo, masturbação e prazer sem tabu e sem vergonha.

Chegar ao orgasmo é um desafio para muitas mulheres. E isso não tem nada de fisiológico não, viu? Até porque, quando falamos de prazer, impossível não destacar o clitóris: único órgão do corpo humano projetado exclusivamente para essa função. Ele tem cerca de oito mil terminações nervosas e é muuuuito sensível!

Sexo, prazer, masturbação sempre foram temas mais vinculados ao homem, ao pênis. Mas veja bem: a glande tem só quatro mil terminações nervosas. Chegou a hora de nós mulheres reivindicarmos o direito livre ao prazer, sem tabu. Até porque isso tem tudo a ver com a manutenção da nossa saúde física e mental, sabia?

Indo bastante no contra senso da existência do clitóris, que, aliás, só veio a ser estudado a fundo em 1998, o match “mulheres e sexo” sempre esteve sob uma ótica turva. Nesse match tem vergonha, desinformação, culpa e toda uma indústria pornô calcada na perspectiva da performance masculina. O que, inclusive, faz muitos homens desconhecerem a anatomia do corpo feminino e suas zonas erógenas.

Onde fica o clitóris?

O clitóris é um órgão grande! A maior parte é comporta pelos bulbos, que são internos. O que fica pra fora é uma parte bem melhor (popularmente conhecida como “botãozinho”), a glande, localizada na parte superior da vulva, entre os pequenos lábios. Na hora da masturbação, é comum que se estimule externamente apenas a parte exposta dele, onde é mais sensível. Mas também é possível estimular o clitóris por dentro, via penetração – aí pode ser com dedos, pênis ou sex toys.

Quando a gente fala da importância do autoconhecimento, é também sobre isso que estamos falando: é importante que a gente conheça nosso corpo e as regiões do prazer na hora de dividir este momento com outra pessoa. Até porque, quando olhamos para dados, a lacuna do orgasmo é real (e assustadora):

As mulheres são as que menos chegam ao orgasmo! E o caminho até ele depende de vários fatores, sabia? 

Alguns deles são:

  • Estar relaxanda;
  • Se sentir confortável com o próprio corpo;
  • Saber identificar os pontos de maior prazer;
  • Se sentir segura na companhia do outro;
  • Não só dar, como receber prazer;
  • Gênero… Sim, infelizmente, ainda tem a ver com gênero.

Mulheres ainda chegam ao orgamo com menos frequência do que os homens. Principalmente, quando estão em uma relação heterossexual. Mas existem muitas maneiras de mudar esse quadro. E muitas delas têm comprovação científica!

Vamos falar com números?

A estimulação clitoriana com penetração vaginal aumenta a frequência dos orgasmos

Participantes do sexo feminino de um estudo norte americano com idade entre 18 e 94 anos, sendo a maioria heterossexual, verificou que, sem estimulação clitoriana, apenas 41% atingem o orgasmo em mais de 50% das relações com penetração vaginal, enquanto com estimulação clitoriana essa proporção passa para 55%. 

Herbenick, D., Fu, T. J., Arter, J., Sanders, S. A., & Dodge, B. (2018). Women’s Experiences With Genital Touching, Sexual Pleasure, and Orgasm: Results From a U.S. Probability Sample of Women Ages 18 to 94. Journal of sex & marital therapy, 44(2), 201–212. //doi.org/10.1080/0092623X.2017.1346530 

As preliminares melhoram a experiência do orgasmo

O mesmo estudo revelou que 77,2% relataram melhores experiências de orgasmos quando a relação sexual envolve investir tempo em preliminares para aumentar a excitação.

Herbenick, D., Fu, T. J., Arter, J., Sanders, S. A., & Dodge, B. (2018). Women’s Experiences With Genital Touching, Sexual Pleasure, and Orgasm: Results From a U.S. Probability Sample of Women Ages 18 to 94. Journal of sex & marital therapy, 44(2), 201–212. //doi.org/10.1080/0092623X.2017.1346530 

Usar vibrador pode aumentar a excitação e a lubrificação

Numa pesquisa com 2.056 pessoas norte-americanas do sexo feminino, as participantes que utilizavam vibrador apresentaram maiores escores de excitação e de lubrificação genital na Escala FSFI (Female Sexual Function Index) em comparação com as que não utilizavam.

Herbenick, D., Reece, M., Sanders, S. A., Dodge, B., Ghassemi, A., & Fortenberry, J. D. (2010). Women’s vibrator use in sexual partnerships: results from a nationally representative survey in the United States. Journal of sex & marital therapy, 36(1), 49–65. //doi.org/10.1080/00926230903375677 

Design suavizado é preferido por mulheres cis lésbicas

Um estudo feito por pesquisadores brasileiros com mulheres cis lésbicas analisou as percepções estéticas acerca de produtos de sex shop. Cerca de 64% das mulheres afirmaram que preferem produtos com cores e formas artificiais em comparação com produtos fálicos realísticos.

Brilhante, M. L. S.; Santos, C. T. Percepções estéticas de mulheres lésbicas acerca de produtos de sex shop (2021). DAPesquisa, 16; 01-10. //dx.doi.org/10.5965/18083129152021e0003 

O vibrador é bem-vindo no sexo a dois

Cerca de 65% das clientes do sexo feminino que compraram vibradores em um sex shop  em São Francisco, CA, indicaram que a sua parceria aprovou o uso do vibrador durante as relações sexuais.

Clive M. Davis, Joani Blank, Hung‐Yu Lin & Consuelo Bonillas (1996). Characteristics of vibrator use among women, The Journal of Sex Research, 33:4, 313-320. //dx.doi.org/10.1080/00224499609551848 

Vibradores podem aumentar a expressão sexual e manter a intimidade entre parcerias em situações especiais

Um estudo aponta que os vibradores para estimulação externa podem ser úteis no suporte à saúde sexual de pessoas do sexo feminino em algumas fases da vida e condições clínicas. Alguns exemplos são: na menopausa, devido à atrofia da mucosa vaginal e consequente dor na penetração; na gestação e lactação, em que os hormônios podem alterar a libido; por puérperas que passaram por procedimentos cirúrgicos que contraindicam a penetração para cicatrização; na reabilitação do assoalho pélvico; por pessoas com necessidades especiais, entre outros.

Dewitte, M., & Reisman, Y. (2021). Clinical use and implications of sexual devices and sexually explicit media. Nature reviews. Urology, 18(6), 359–377. //doi.org/10.1038/s41585-021-00456-2 

Perfeito para preliminares, nosso Vibrador Bullet foi feito para sentir prazer sozinha (SIM), mas principalmente ACOMPANHADA. E não se engane pelo tamanho, ele é muuuito potente. 

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