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Com a retomada das atividades sociais devido ao avanço da vacinação contra a Covid-19, nasce uma preocupação: como será o trabalho daqui para frente? Nesta reportagem, reunimos opiniões de experts e boas dicas para manter a energia lá em cima em qualquer modelo

Pare um pouco e pense no começo da pandemia: a vontade de manter a vida como conhecíamos era quase maior que as incertezas que nos acometeram, não é mesmo? Como assim, do nada, nos vimos obrigadas (os) a repensar tudo? Pois é, foi uma barra – e ainda está sendo!

E, uma das áreas mais afetadas por essas mudanças, sem dúvidas, foi o trabalho, que, para grande parte da população, passou a ser 100% remoto, adiantando um movimento que já era esperado antes mesmo do surto virótico. “A pandemia acelerou o processo de desconstrução do modelo industrial de trabalho. O que acontecia antes era que todos os empregos deviam ser pautados nesse relógio industrial, que é o mesmo que dita as escolas convencionais – podemos perceber pela questão dos uniformes, bater ponto, horário de almoço… tudo isso vem de uma lógica industrial e, na era pós-digital que estamos vivendo, começou a parecer descabido. Com a pandemia, esse sentimento que foi acelerado”, diz Iza Dezon, especialista em tendência e fundadora da Dezon, consultoria estratégica, criativa e colaborativa que analisa tendências de comportamento com foco em projeção de futuro. 

Ainda que seja uma tendência já prevista, sua aceleração não trouxe apenas ganhos. “O home office é uma faca de dois gumes, que fala de um ponto de vista de liberdade de escolha de ambiente de trabalho. Por outro lado, a partir do momento que isso vem da empresa, é muito delicado quando não se faz o que, por exemplo, a Google fez, que é providenciar um fundo de auxílio para o funcionário CLT que trabalha de casa. Muito da escolha do home-office forçou as pessoas a buscarem mais de uma profissão”, diz Iza. 

Para além das questões de apoio aos funcionários, a princípio muitas pessoas não sabiam como funcionava esse negócio de home-office. “Eu nunca trabalhei de casa antes, mesmo sendo uma política quinzenal da minha empresa antes da pandemia. Tenho necessidade de sair de casa, ir para o escritório, encontrar as pessoas. Demorei algumas semanas para me acostumar”, diz Mari Ribeiro, empresária e fundadora do hub de conteúdo digital iLove.e. 

Ainda, é preciso levar em consideração os fatores psicológicos. “Entendo essa mudança abrupta como uma experiência traumática. Nesse caso, tudo mudou no mundo, aconteceu algo sem precedentes para boa parte da população. Uma pandemia que deixou cada um no seu quadrado, dando outra significação a tal expressão”, diz Cristina Helena Guimarães, psicanalista e membro do Instituto Vox de Pesquisa em Psicanálise. 

Todas essas dificuldades, claro, com o tempo começaram a serem amenizadas e, agora, quase 2 anos depois de instaurado o modelo de trabalho remoto em muitos lugares por aí, nos vemos forçados a voltar para uma realidade que talvez não faça mais sentido. “O retorno as atividades presenciais me parece trazer duas vias de apreensão do problema e de sofrimento. Uma diz avidamente ao retorno e a outra teme o retorno. Nessa primeira via, há uma carga de expectativa em reencontrar algo que foi vivido e aí temos um sinal. O que seria investir em retomar um objeto perdido? A importância em não se colocar nessa posição na busca é decisiva para lidar com a ansiedade, por exemplo. Uma vez que parte-se do princípio que não há esse objeto a ser reencontrado. Mas, sim, há algo para ser inventado. Não há retorno, mas um fazer outra coisa”, diz Cristina Helena. 

Uma boa alternativa que surge com o momento é adotar modelos híbridos de trabalho. Pelo menos é o que pensa Mari. “Acho que o novo formato será essencial, uma vez que penso que as conexões físicas são essenciais. Acredito ser possível no pós pandemia entrarmos em um cenário ideal, em que liberdade, conexão, ação, colaboração vão andar juntas de uma forma saudável. Com todo esse aprendizado, nosso rendimento será melhor do que nunca”, diz.

Mas, de acordo com Iza, essa é apenas uma projeção imediata, já que devemos levar em consideração uma nova ordem mundial. “É muito difícil dizermos exatamente o que vai acontecer porque estamos no início de uma era virótica – que significa que um surto como o Covid não é o único a nossa frente se não mudarmos de hábitos, principalmente os alimentares e de cultivo. Acho que inevitavelmente estamos caminhando em direção ao híbrido, tanto no modelo de uma empresa oferecer vários tipos de cargos com flexibilidade e possibilidades de trabalho remoto, assim como empresas que vão querer estar 100% presentes e outras que não. Penso que o híbrido vai ser o que poderemos perceber nos próximos anos imediatos (até 2). Quando começamos a falar em um espectro de 5 a 10 anos, dá para olhar para empresas que vão precisar se adaptar e entender que tem gente que pode estar o tempo todo em casa, tem gente que não pode ou não quer. Uma vez que estamos decifrando os consumidores de uma forma mais apurada, vamos começar a olhar para as nossas equipes também em detalhe”, diz.

De qualquer maneira, por enquanto vale tentar olhar o copo metade cheio e se preparar para as novas mudanças. “Aprendi que muitas coisas podemos fazer melhor remotamente. Que é importante ter distância das ações do dia a dia para focar em estratégia e criar coisas novas. Aprendi a delegar e confiar ainda mais. E também que a gente consegue mover o mundo quando quer. Se alguém nos contasse que faríamos tudo o que fizemos à distância, eu não acreditaria. Também aprendi que conseguimos render mesmo tendo mais liberdade e isso impactou muito positivamente na qualidade de vida de todo mundo”, diz Mari.

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