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A terapeuta ayurvédica Tati Pinheiro ensina o que e como comer na estação mais fria do ano

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Qual é a primeira coisa que você tem vontade de fazer quando cai a temperatura? Se você respondeu “comer alguma coisa quentinha”, saiba que esse sentimento não surge à toa. Durante as estações mais frias, nossos organismos gastam mais energia para nos manter aquecidos e, por isso, naturalmente nos pedem para ingerir mais alimentos mornos ou quentes. Além disso, de acordo com a Ayurveda, os corpos pedem para nos mantermos em constante equilíbrio e sugerem temperaturas e texturas opostas ao clima do momento. 

Quem afirma é a terapeuta Ayurvédica Tati Pinheiro (@tatiayurveda), que, a seguir, fala mais sobre as práticas de alimentação de acordo com a ciência milenar durante o inverno e quais frutas, legumes e verduras são mais indicados para a estação. 

Sazonalidade é tudo! 

Antes de partir para os ensinamentos de Tati, entenda quais alimentos são característicos do inverno brasileiro:

Frutas: carambola, kiwi, laranja-lima, mangostão, marmelo, mexerica, tangerina, banana-nanica, caju, laranja-pera, lima, maçã, mamão, morango, abacaxi, jabuticaba, nêspera, tamarindo.

Verduras: agrião, alho-poró, almeirão, brócolis, erva-doce, chicória, coentro, couve, espinafre, mostarda, salsão, couve-flor, escarola, rúcula, louro e orégano.

Legumes: abóbora, batata-doce, berinjela, cará, cenoura, ervilha, gengibre, inhame, mandioca, mandioquinha, milho-verde, palmito, cenoura, nabo, pepino, rabanete, fava e pimentão.

O inverno e a Ayurveda 

“Para saber o que comer nos dias mais frios, é preciso entender que a Ayurveda apresenta diretrizes para as estações. Sendo assim, observe o clima da sua região. O inverno pode se comportar de forma muito diferente a depender da região do Brasil e, portanto, a observação do clima precisa ser sobreposta a uma mera obediência das diretrizes ayurvédicas conforme calendário.

Dito isso, é Ayurvédico preferir alimentos mais quentes no clima frio e alimentos mais frescos no clima quente, alimentos mais secos em climas úmidos e mais úmidos em climas secos. Isso tudo, é claro, observando a si próprio, quais as necessidades do seu corpo. Por isso, o nome Ayurveda significa ‘sabedoria da vida’ e, basicamente, nos ensina como viver melhor com base na observação da interação entre nossos corpos e o meio externo”, explica Tati.

Então, o que – e como – comer?

A terapeuta ayurvédica explica que no clima frio, devemos dar preferência aos alimentos cozidos, pois os alimentos crus têm a tendência de resfriar o corpo, resultado não desejado no período. Até mesmo as frutas devem preferencialmente ser cozidas, assadas ou grelhadas, para serem consumidas em temperatura morna ou quentinha. “Podemos ainda fazer geleias com morango e tangerina para consumir em temperatura ambiente na torrada, aveioca, etc. Um bolo de maçã com canela representa bem o inverno ayurvédico!”

Nos invernos mais secos, sopas líquidas e cremosas com todas as raízes e folhas verde-escuras funcionam bem. Combinações que Tati indica fortemente são creme de inhame com espinafre e creme de mandioquinha com couve cortada em fatias fininhas.

“Nos invernos mais úmidos, verduras e legumes grelhados e assados são uma ótima pedida, como chips de couve com gengibre em pó, brócolis temperado com azeite e páprica e até mesmo o pouco famoso, mas surpreendente bulbo da erva-doce assado com vinagre balsâmico, azeite e um pouco de sal”, completa.

E apesar das sugestões apresentadas, Tati diz que é fundamental fazer o exercício da auto-observação diariamente para perceber como o seu corpo digere os diversos tipos de alimentos em suas várias formas de preparo. Afinal, cada corpo é único.

Na prática! 

Vamos colocar a mão na massa? A terapeuta ayurvédica ensina duas receitas deliciosas para serem feitas já!

Gajar Ka Halwa
(versão vegana do doce indiano de cenoura)

Ingredientes

  • 1 cenoura e meia triturada em processador ou ralada
  • 1 xícara de leite vegetal de castanhas ou amêndoas (vale o de gergelim também)
  • 2 cravos-da-índia 
  • 4 bagas de cardamomo abertas com as sementes (remover as bagas antes de servir)
  • 3 colheres de sopa de pistache triturados grosseiramente com faca
  • 5 colheres de sopa de açúcar demerara
  • 1 colher de sopa rasa de óleo de coco
  • Pistache para decoração

Modo de preparo
Acrescente os ingredientes (menos o óleo de coco) numa panela em fogo baixo semi tampada e cozinhe por aproximadamente 30 minutos. Vá mexendo para não grudar. Quando notar que a cenoura está bem cozida, acrescente o óleo de coco e cozinhe por mais 10 minutos. O resultado é um creme ‘pedaçudo’ brilhante como na imagem. Servir em temperatura ambiente ou morna.

Rabanete marinado
(receita exclusiva do guia prático de boa digestão e detox Anti Ama da Tati)

Ingredientes

  • 1 xícara de rabanetes cortados ao meio
  • 1 colher de sopa de óleo de gergelim ou azeite
  • 3 colheres de sopa de água
  • 2 colheres de sopa de sumo de limão
  • 1 colher de chá de semente de coentro em pó
  • ½ colher de café de sal

Modo de preparo
Numa frigideira antiaderente pequena e em fogo baixo, aqueça o óleo, adicione os rabanetes com a especiaria em pó e o sal. Refogue por 2 minutos, adicione a água e abafe a frigideira com tampa, deixando o vapor cozinhar os rabanetes até que fiquem transparentes e bem macios. É um processo rápido, leva cerca de 12 minutos, a depender do tamanho dos rabanetes. Vá mexendo eventualmente para não queimar. Desligue o fogo e os transfira para um recipiente de vidro. Adicione o sumo de limão e deixe o preparado na geladeira por 24 horas para incorporar o sabor. Neste momento, você poderá ainda adicionar ervas frescas da sua preferência. Sirva em temperatura ambiente ou morno.

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