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Por Camila Faus e Fê Guerreiro, do @SHEt

Camila Faus e Fê Guerreiro, do @shet_alks

Quem cresceu ouvindo “fecha as pernas”, “menina não faz essas coisas” ou “tira a mão daí que é feio”, põe o dedo aqui, que já vai fechar (igual suas pernas antigamente). Pois é, a maioria colocou o dedo aqui, não é mesmo?

Então saiba que, justamente por ele estar aqui, ele não está onde realmente deveria: acariciando, explorando, tocando cada pedacinho da sua vulva. E tudo, infelizmente, por puro preconceito, culpa ou ignorância! Isso sem falar da narrativa que gira em torno da perda da virgindade, que deve ser “guardada” para alguém muito especial, o famoso “príncipe encantado”, além de nossas primeiras idas ao ginecologista para aprender a NÃO engravidar e a NÃO pegar doenças.

Ninguém falava de prazer com a gente ou nos ensinava sobre a anatomia do nosso corpo e toda sua potência. Ficou impresso no nosso DNA que tudo relacionado ao sexo e prazer feminino carrega alguma coisa de “errado”. E a gente, aqui, jogando toda a culpa da falta de tesão na menopausa. É compreensível essa associação, mas incorreta.

Claro que os hormônios influenciam, porém, a verdade é que o prazer começa pela cabeça e, como você pode perceber, a nossa foi bem zoada. Não nos sentimos livres para sair gozando por aí loucamente. Soa como se algo estivesse errado, fora do lugar.

Outro dia, assistimos a uma palestra sobre genética e descobrimos que um código genético, ou seja, um padrão precisa de pelo menos três gerações para ser, de fato, alterado. É verdade que ainda estamos na “primeira” delas mas, com informação, podemos deixar um legado mais saudável e sem culpa para nossas filhas e netas.

Não podemos esquecer que mais de 50% das mulheres chegam aos 50 anos sem nunca terem tido um orgasmo. É muito, né? Mas, se fomos criadas sem autorização para explorar o nosso próprio desejo, como vamos ter autonomia sobre o nosso próprio prazer? Nos autorizando a experimentar e explorar, deixando de lado culpa, vergonha e crenças religiosas. Ter autonomia sobre nosso próprio prazer não é pecado. E, dentro do possível, precisamos começar a fazer as pazes com nosso próprio corpo.

Muitas mulheres dizem não sentir nada ao se tocarem. Mas como é que vai sair prazer de um corpo que aprendemos que só nos dá desprazer? “Tá feio”, “tá grande”, “tá pequeno” , “tem estrias”, “tem celulite”. Seu corpo não se resume só a isso, ele vai muito além. Então, bora se conhecer, se amar, se masturbar?

Você não precisa necessariamente estar com alguém para sentir prazer. Sexo também é solo, com mão, com brinquedinhos, com travesseiro, chuveirinho do banheiro… tudo junto, misturado e o que mais sua criatividade quiser. Aqui no @SHEt, a gente acredita que masturbação não é só quando você está sem parceria. É também a dois, a três – do jeito, com quem ou com quantas pessoas você quiser. Cada um é feliz do seu jeito!

E, ah, começar com um sex toy pode ser um bom convite para quebrar essa barreira impressa no nosso subconsciente. Quer uma dica espetacular? O sugador clitoriano, por exemplo, é uma imersão incrível no seu próprio prazer, uma experiência que com certeza vai fazer você dar um “oi, seu maravilhoso” para seu clitóris e começar uma amizade que vai terminar em casamento. Mas, nesse caso, sem dúvida nenhuma, felizes para sempre!

Zum – Sugador Clitoriano

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